Irã promove marcha de ódio a Israel

Depois da chamada “Revolução de 1979”, que transformou o país numa ditadura islâmica (que apóia abertamente grupos terroristas como  o Hamas e o Hezbollah), o Irã sempre defende a destruição de Israel com base na exortação do Alcorão: “Matai-os [os infiéis] onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram”. Uma das maneiras de manter vivo esse discurso é a promoção anual do Dia de Al Quds, palavra árabe que significa “A Santa”, a maneira como os muçulmanos chamam Jerusalém.
Como todo ano, a parada realizada na capital Teerã, coincidiu com o encerramento do Ramadã, mês mais sagrado do ano para os islâmicos. Além dos tradicionais cantos de guerra, pedindo “Morte a Israel”, foi declarado que destruir o Estado judeu é “a principal prioridade do mundo muçulmano”.
A comemoração deste ano ocorre em meio a uma intensa batalha pela influência na região entre o Irã xiita e seu rival sunita da Arábia Saudita que não tiveram relações diplomáticas desde janeiro do ano passado.
A mídia controlada pela ditadura islâmica colocou o número de participantes em mais de 1 milhão.
Diversas bandeiras israelenses e americanas foram queimadas em sinal de protesto. Também havia muitas bandeiras da Palestina e palavras de ordem pedindo “Palestina Livre”.
Os líderes iranianos que participaram dos comícios também pediram a união entre grupos pró-palestinos contra o governo israelense, anunciou a Agência de Notícias Tasnim, do Irã.
As milhares de pessoas que foram às ruas viram desfiles da Guarda Revolucionária do Irã, que fez a exibição de três mísseis balísticos de superfície a superfície, incluindo o Zolfaghar, usado recentemente para bombardear a Síria, a mais de 600 quilômetros e distância.
Outro míssil presente foi o Ghadr, capaz de atingir um raio de 2.000 quilômetros, que poderia alcançar as bases do EUA na região e chegar até Israel.
Durante seu discurso, o presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse que Israel apoia “terroristas na região”. Já o parlamentar Ali Larijani, chamou Israel de “mãe do terrorismo” e que em todo o século 20, “não houve nenhum evento mais ameaçador do que estabelecer o regime sionista”.
Chamou atenção a inauguração de um enorme cronômetro na Praça Palestina de Teerã. Em modo de contagem regressiva, o display digital indica que Israel deixará de existir em 8.411 dias. Ele parece refletir a promessa do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que até 2040 o Estado de Israel seria destruído.

Dia de Al Quds no Brasil
Embora com menor expressão, nos últimos dias ocorreram marchas em celebração ao Dia de Al Quds também em Londres, Berlim e Toronto, onde a maioria dos participantes era muçulmano, mas também havia pessoas ligadas a movimentos de esquerda, contrários a Israel.
No Brasil não ocorreram manifestações públicas, mas o Partido dos Trabalhadores promoveu uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), para marcar a data.
A reunião, presidida pela vice-presidente da CDHM, deputada Erika Kokay (PT-DF), contou com a presença do embaixador do Irã, além de entidades “defensoras da causa palestina”.
O PT descreve a "marcha de ódio" que clama por "morte a Israel" da seguinte maneira:
"O Dia de Al-Quds é um evento anual realizado na República Islâmica do Irã, e em outros países ao redor do mundo, instituído pelo Aiatolá Khomeini, em 1979, após a revolução iraniana que derrubou o então comandante (pró-ocidente) do país, o Xá Reza Palevi. A data foi adotada para expressar solidariedade ao povo palestino e oposição ao sionismo, e também como forma de protesto contra o controle de Jerusalém por Israel."
Além disso a 'deputada' Érika Kokay teve "coragem" de acusar Israel de "intolerância", dizendo:
“A causa palestina é retratada pelo sofrimento de um povo sem terra, espalhado por todo o mundo, e ainda oprimido pelo brutal desrespeito aos direitos humanos praticado contra os palestinos por Israel, e que não reconhece a importância da Jerusalém histórica para esse povo, em um claro sinal de intolerância religiosa”

Por Joás Inacio

Fonte:

Jarbas Aragão (GospelPrime)
Com informações de Times of Israel
Portal PT na Câmara
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