Morre Ahmed Kathrada ativista anti-apartheid

Ahmed Kathrada, o (Kathy) ativista sul-africano companheiro de luta de Nelson Mandela contra o apartheid (um sistema institucionalizado de segregação racial e discriminação na África do Sul entre 1948 e 1991, quando foi abolido), morreu esta segunda-feira em Joanesburgo, aos 87 anos.
Kathrada (21.10.1929 - 28.03.2017) estava entre os que foram julgados e presos juntamente com Mandela, no julgamento de Rivonia, em 1964.
Passou 26 anos e três meses na prisão, 18 dos quais em Robben Island, ao largo da Cidade do Cabo.
Foi uma das figuras de primeiro plano durante as negociações entre o Congresso Nacional Africano (ANC) e o regime branco que contribuiram, nos anos 1990 para o fim do apartheid e as primeiras eleições livres do país em 1994.
Depois do fim do regime de apartheid, Kathrada foi eleito membro do parlamento e conselheiro do presidente Nelson Mandela no primeiro governo do Congresso Nacional Africano, entre 1994 e 1999.
Kathrada é autor do livro "No Bread for Mandela"  onde conta sobre seu período de prisão e  a emocionante história da batalha vitalícia de Kathrada pela justiça na África do Sul.
Aos dezessete anos, Kathrada deixou a escola para se tornar um organizador de jovens para o Conselho de Resistência Passiva do Transvaal e ajudou com a união de vários grupos de oposição sob a liderança do Congresso Nacional Africano.
Preso em 1963, aos 34 anos, acusado de sabotagem e conspiração contra o governo sul-africano, Kathrada foi sentenciado a prisão perpétua.
Embora ele, Nelson Mandela, e outros prisioneiros africanos estavam cumprindo a mesma sentença, sob os regulamentos da prisão do regime do apartheid, Kathrada, que é de ascendência índia, recebeu melhor tratamento.
Indignado com as desigualdades do apartheid e não querendo admitir a derrota, mesmo na prisão, Kathrada e seus companheiros prisioneiros continuaram a luta pela igualdade e justiça.
Na prisão, a forma mais extrema de protesto e luta foi a greve de fome. Kathrada também foi instrumental na organização de uma rede secreta de comunicação entre prisioneiros em diferentes seções da prisão e com o mundo exterior.
Esta memória rebitadora, abrangendo a história da África do Sul moderna, Lança nova luz sobre a luta contra o apartheid.
"Nenhum pão para Mandela" é o relato emocionante e perspicaz de um homem que serviu entre um quadro leal do Congresso Nacional Africano e ajudou a moldar a história do seu país.
Postar um comentário